Anticoncepcional oral e emagrecimento: o que saber para ter resultados?

O processo de emagrecimento exige algumas mudanças no estilo de vida e adoção de novos hábitos. Quando o assunto é a perda de peso em mulheres, uma dúvida muito comum é a relação entre o uso de anticoncepcional e a redução dos números na balança.

Isso porque muitas mulheres relatam que, mesmo tendo uma alimentação balanceada e uma rotina de exercícios frequente, não conseguem ter sucesso no emagrecimento, chegando a ter problemas com retenção de líquidos ou excesso de celulite. 

O fato é que não existem estudos que comprovem que o anticoncepcional atrapalha a redução de peso no público feminino. O que se sabe é que o uso de anticoncepcionais hormonais sintéticos pode diminuir a produção de testosterona no organismo, o que dificulta o ganho de massa muscular e definição do corpo.

É importante ressaltar que, em muitos casos, a pílula pode aumentar os níveis do estrogênio no sangue. Este hormônio é capaz de aumentar o apetite nas mulheres e promover a retenção de líquido no organismo feminino.

Além de desregular os níveis de testosterona, o anticoncepcional também influencia na produção de diversos outros hormônios importantes para o corpo. 

Quando ingerido de forma incorreta, esse medicamento pode elevar as chances de a mulher sofrer com candidíase, trombose e problemas no útero.

É preciso observar o organismo como um todo

De qualquer forma, é importante salientar que o ganho de peso nunca é resultado de apenas um fator. 

Ou seja, um único comprimido por dia não tem o poder de engordar significativamente um indivíduo. Por isso, é preciso que haja acompanhamento médico para avaliar outros fatores ou até mesmo deficiências nutricionais.

A maneira mais adequada de minimizar o inchaço ou o ganho de peso é dar preferência a pílulas com diferentes dosagens hormonais que não sobrecarreguem a mulher. 

O médico é a pessoa mais indicada para diagnosticar possíveis alterações no organismo e indicar o melhor tipo de tratamento. Em alguns casos, pode ser necessário trocar a marca da pílula ou substituí-la por outro método mais adequado para as necessidades da paciente.

Benefícios do anticoncepcional 

O planejamento familiar é uma realidade no Brasil e no mundo. Com o aumento da presença da mulher no mercado de trabalho e mais acesso à informação, o uso de métodos para combater uma gravidez indesejada já faz parte da rotina de muitas pessoas. 

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, milhões de mulheres usam as pílulas no país, o que representa 27% da população feminina em idade fértil no Brasil.

Entre os efeitos adversos mais comentados no uso de anticoncepcional, os mais comuns são retenção de líquido e a sensação de inchaço.

No entanto, é importante lembrar que estes medicamentos também trazem inúmeros benefícios quando ingeridos sob orientação médica de acordo com a patologia e o organismo de cada mulher. 

Existem, ainda, condições clínicas específicas em que anticoncepcional é super importante para o tratamento, como a síndrome ovariana metabólica e a endometriose.

Para ter resultados positivos e reduzir os efeitos negativos, a melhor recomendação é ouvir os conselhos do seu médico, fazer exames periódicos e só trocar de anticoncepcional com orientação de um especialista.

Métodos contraceptivos não-hormonais são uma solução

Caso a mulher queira abrir mão de vez do anticoncepcional oral e já tenha buscado orientação médica, uma boa opção para continuar se prevenindo contra a gravidez é o DIU de cobre e cobre com prata. 

Outros métodos menos agressivos também podem ser úteis, como o uso do preservativo (feminino ou masculino) em todas as relações sexuais, assim prevenindo também doenças sexualmente transmissíveis além da gestação indesejada.

Na hora de escolher um método anticoncepcional, o ideal é sempre procurar um profissional que conheça as técnicas mais comuns e as mais inovadoras do mercado. Além disso, é importante levar em conta fatores como peso, estilo de vida e outros hábitos da paciente. 

Quando saber se é a hora de mudar o anticoncepcional?

Além da questão do peso e da retenção de líquido, alguns outros sinais devem ser observados pelas mulheres para saber se é ou não a hora de trocar o anticoncepcional. 

É importante que a paciente dê atenção aos sintomas do seu corpo no dia a dia, especialmente quando ocorrem episódios frequentes de náuseas, dores de cabeça, alterações no humor, diminuição da libido, prisão de ventre, entre outros.

Todas essas queixas devem ser levadas ao consultório médico para que sejam avaliadas. 

Segundo grande parte dos médicos, não há um prazo ou tempo certo para que o anticoncepcional comece a apresentar mais efeitos colaterais do que benefícios, por isso, cada situação deve ser analisada de forma individual e sempre tendo como base exames como ultrassonografia e coleta de sangue. 

Além disso, é importante que a mulher observe casos de sangramentos fora do período menstrual, cólicas constantes e enxaquecas. Tudo isso são fatores de alerta para a troca do anticoncepcional. 

Estilo de vida saudável não deve ser abandonado

Mesmo que a mulher esteja apresentando dificuldade em perder peso e troque o anticoncepcional oral para melhorar seus resultados na balança, a prática de exercícios e uma alimentação equilibrada continuam sendo as melhores opções para ter mais qualidade de vida e bons resultados com o corpo.

Sendo assim, em hipótese alguma é recomendado aderir a dietas da moda ou trocar a pílula por conta própria. 

Para outras dúvidas, marque uma consulta com seu médico de confiança e saiba mais sobre a maneira correta de escolher o seu anticoncepcional oral.

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Dra. Larissa Diniz
Médica, pós-graduada em Medicina Integrativa, Preventiva e Nutrologia, com experiência na área da Medicina da Saúde e do Estilo de Vida, tratando de doenças autoimunes, metabólicas, hormonais, crônicas e prevenção de doenças, sempre atuando na sua causa com uma Medicina Personalizada.

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